sexta-feira, 23 de abril de 2010

Espiritismo: rejeição da salvação conquistada por Jesus

Por Anderson Pontes

As doutrinas católica e espírita são absolutamente incompatíveis, e afirmar o contrário é confirmar a superficialidade da própria fé. Porque a doutrina que os católicos receberam através da tradição escrita (biblia) e pela tradição oral (sucessão dos apóstolos) possui aspectos essenciais que são desconsiderados no espiritismo.

Dentre os pontos de divergência o principal refere-se à doutrina da Salvação. O católico aprende desde cedo a reconhecer Jesus Cristo como seu único salvador. Através do sacrifício da cruz encontramos, de uma vez por todas, a salvação pelos nosso pecados. E isso é um dom que nos é dado, para que ninguém possa se gloriar.


«Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim» (Jo 14,6).
«Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para que ninguém se glorie.» (Ef 2,8-9)
Aprendemos que Jesus Cristo é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Não metade homem e metade Deus, mas as duas realidades num só ser.

O espiritismo reconhece em Jesus um ser iluminado, e não mais do que isso. Não reconhece nele a redenção, mas apenas um caminho (dentre vários possíveis).

Para o espírita, a salvação é conquistada através da reencarnação. O homem nasce, purga seus pecados das vidas anteriores e, se tiver se comportado de forma mais «pura», isto é, praticado mais a «caridade» (obras melhores), então terá menos a purgar na próxima reencarnação até tornar-se um ser redimido por si mesmo.

Esta crença nega pelo menos três grandes verdades do cristianismo.

1. Jesus Cristo deixa de ser o redentor e passa a ter uma papel secundário, ilustrativo. Seu sacrifício na cruz perderia o sentido, pois ele não teria obtido a redenção dos pecados, já que o homem continua precisando das boas obras para alcançar, por si mesmo, a purificação.

2. Há apenas uma única chance ao homem para viver, e depois disso o julgamento.

«Está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo» (Hb 9,27).
3. Se todos se salvam, alguns com mais ou menos reencarnações, não existe inferno.

«Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Ali haverá choro e ranger de dentes» (Mt 22,13).
Certamente há também a questão da invocação dos mortos, que também é proibida pela Bíblia e será tratada num próximo artigo.

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