terça-feira, 11 de agosto de 2009

Perguntas frequentes sobre a mãe de Jesus

Como entender que Maria é mãe de Deus?
Deus é Pai, Filho, Espírito Santo. Três pessoas, uma trindade, um só Deus. O Filho é verdadeiro homem, mas também verdadeiro Deus. Duas naturezas num só ser. E Maria, a mãe de Jesus, é mãe de Deus porque é mãe de Jesus, uma das pessoas da Santíssima Trindade. Mas também é filha de Deus Pai e Esposa do Espírito Santo.

Uma mãe não é mãe do corpo do seu filho. Ela é mãe do filho, e o filho é corpo e alma. Maria é mãe de Jesus, e não apenas mãe do corpo de Jesus. Jesus é homem, mas também é Deus.

É legítimo render culto a Nossa Senhora?
O culto que a Igreja rende a Nossa Senhora é de veneração, e consiste em louvar e imitar suas virtudes. A Igreja nunca ensinou seus fiéis a adorarem Maria, e estes excessos são sempre que possível repreendidos. O culto à mãe de Jesus é um caminho para se chegar a Deus. Quando termina nela mesma, caracteriza Idolatria e nos afasta de Deus.

Maria não é deusa, é filha de Deus. Como ela mesma se apresenta, ela é "serva do Senhor" para que se faça segundo Sua Palavra. E diz a todos que façam o mesmo: "Fazei tudo o que ele vos disser". Ela é um sinal de Deus (cf. Is 7,14). Ela aponta para o Senhor, e tudo o que foi e é testemunha a Glória do Senhor que a fez Bem-aventurada. Não tem nenhum poder em si mesma, mas reflete o poder de Deus.

A oração à mãe de Jesus é legítima, ela tem o poder de interceder por nós. Se ela intercedeu pelos noivos no episódio das bodas de Caná (Jo 2), quando ainda contemplava a Deus em parte, muito mais pode interceder por nós agora, que contempla a Deus perfeitamente. São Paulo já nos exortava a orarmos uns pelos outros. É isto que a Igreja triunfante (na glória de Deus) faz por nós até a consumação dos séculos.

Quais as melhores práticas de devoção à Nossa Senhora?
A melhor, sem dúvida, é imitar as suas virtudes. Mas a Igreja desenvolveu, através dos séculos e com a ajuda dos monges (e de João Paulo II), a contemplação dos mistérios de Cristo com a reza do rosário (ou terço). Mais do que uma repetição, na contemplação busca-se submeter-se inteiramente a Deus pondo seu coração nele, numa sintonia com sua vontade.

Há também o Ângelus e o Regina Coeli (Rainha do Céu). Entretanto, as práticas de oração à mãe de Deus têm seu momento apropriado e, em hipótese alguma, devem ser praticadas durante a Missa, sob pena de esvaziar o sentido desta celebração suprema da Igreja.

E as supostas aparições de Nossa Senhora? Devemos acreditar nelas?
Antes de tudo, é preciso considerar que tudo o que precisaríamos crer para alcançarmos a salvação já foi revelado por Jesus Cristo nos seus ensinamentos perpetuados na Bíblia e na Tradição dos Apóstolos. Qualquer elemento contraditório não é digno de fé. São Paulo dizia: mesmo que um anjo ensine uma nova doutrina, não devemos levar em consideração.

Como sempre, a Igreja é muito prudente em seus posicionamentos. Em geral, leva décadas até que ela se pronuncie sob alguma aparição e seus videntes. Foi assim em Lourdes e Fátima. Após estudos minuciosos destas revelações particulares, a Igreja constatou que as mensagens não contradizem o Magistério da Igreja em nada - ao contrário, exaltam-no. Por isso, a Igreja afirma que não há risco em segui-los. E, ainda assim, não obriga ninguém a crer nas aparições. Elas não fazem parte da doutrina cristã.

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