domingo, 16 de novembro de 2008

O Céu é o limite...

ESCATOLOGIA - O ESTUDO DO "FIM DOS TEMPOS" - Parte 4

Pronto. Nos demos conta de que a imagem que vemos no espelho, a imagem com a qual Deus nos vê, é muito superior a qual nós nos víamos. A vida toda de sacrifícios por amor a Deus, de docilidade ao Espírito e resignação à Sua vontade finalmente será recompensada. Ainda em vida, tivemos todos os arrependimentos e atos de contrição pelos pecados e omissões cometidos, de forma que não restou para apresentar a Deus, neste momento, nada mais do que um coração sincero, humilde e generoso.

O que esperar do Céu? São Paulo nos diz que o que Deus preparou para os que o amam "os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu" (1Cor 2,9) . E ainda: "os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória que deverá revelar-se em nós" (Rm 8,18).

No Céu, completa-se em nós a obra da criação. Voltamos a ser, plenamente, à imagem e semelhança de Deus. O pecado já não tem mais nenhum poder sobre nós. São Paulo nos fala sobre isso: «Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas o que seremos ainda não se manifestou. Sabemos que, quando ele aparecer, seremos semelhantes a ele, já que o veremos, tal como é» 1Jo 3,2 (cf. também 1Cor 13,12; Ap 22,4);

O Catecismo da Igreja Católica define o Céu com as seguintes palavras:

«Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com ela, com a Virgem Maria, os anjos e todos os bem-aventurados, é denominada "o Céu". O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva.» CIC 1024.
E, pra concluir, eis o dogma que declara a existência do Céu:
«Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.» Bento XII: DS 1000 (cf. Lumen gentium 49).

Entretanto, há muitos que têm como destino o Céu, mas que ainda não encontram-se devidamente preparados para esta realidade no momento de sua morte... vamos ver, no próximo artigo, a questão do Purgatório.

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