quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A morte é apenas o início

ESCATOLOGIA - O ESTUDO DO "FIM DOS TEMPOS" - Parte 2

O tema "morte" sempre desencadeou no ser humano uma intensidade de emoções. Dentre estas emoções, o medo quase sempre está presente. O medo do desconhecido. Quase todo mundo tem medo da morte, como uma criança que tem medo do escuro. Porque não sabe o que há lá. O que o espera.

A doutrina cristã vem justamente apresentar respostas para este enigma. A morte passa a ser uma via, e não um fim. Para gozar da eternidade junto a Deus, é preciso passar por ela. A palavra Páscoa, por exemplo, significa passagem. A passagem da morte para a vida. É isso que comemoramos na Festa da Páscoa, cume da Semana Santa. Outro exemplo é o da devoção a Nossa Senhora da Boa Viagem. Esta invocação mariana alude a esta passagem. Pede-se uma boa morte.

São Francisco de Assis chamava a morte de irmã. Porque via na morte também uma criatura de Deus. E não teve medo dela. Aliás, os santos estavam tranquilos quanto ao que os esperava. E é sobre estes conceitos que deram tranquilidade aos santos que vamos estudar aqui.

Antes de tudo, é preciso ter em conta que a morte é a separação da alma e do corpo. Somos concebidos através de um processo natural provocado por um homem e uma mulher. Assim surgem as primeiras células que formam o embrião que, por sua vez, torna-se o feto. Mas, paralelo a tudo isso, Deus concede o dom da vida, concede a alma que é associada ao corpo e que lhe dá a vida!

Depois de nossa peregrinação por este mundo, mais curta ou mais longa, chegará a hora de nossa morte. Depois que a vida deixe nosso corpo, antes mesmo que alguém feche nossos olhos, nós seremos julgados.

A imagem de que o julgamento seja caracterizado por Deus-Pai em seu trono, diante de nós, com Nosso Senhor Jesus Cristo de um lado e o Diabo do outro, ambos reinvindicando nossa alma tem muito mais a ver com literatura de ficção do que com a teologia. Os estudiosos supõem que uma imagem muito mais próxima da realidade seja a de que, no primeiro instante diante da eternidade, quando a vida deixa nosso corpo, numa fração de milésimo, nos deparamos diante de um espelho, um espelho que não nos mostra como nós pensamos que somos, mas sim como Deus nos vê. É aí que já sabemos o nosso destino final. A glória ou a desgraça.

Vamos considerar que o tempo e o espaço são criaturas de Deus. E que apenas nesta vida estas criaturas atuam. Antes da vida ou depois da morte, eles são, vamos dizer, inanimados. Não atuam. Por isso, dizemos que para Deus um segundo eu milênio são a mesma coisa, estão diante dele.

Quando fechamos nossos olhos, já estamos diante da eternidade. Este primeiro e eterno momento do pós-morte. Se nos encontramos na graça, à sua Imagem e Semelhança, o Céu nos acolherá. Caso contrário, o vazio, o frio e a solidão... são poucos.

Nos próximos capítulos conheceremos um pouco mais sobre este mundo espiritual do pós-morte! Clique aqui e leia sobre as leis que regem o mundo espiritual no Juízo Final.

Nenhum comentário: